O início das operações do Porto Piauí, em Luís Correia, deve marcar uma mudança logística importante para o estado: cargas que hoje são escoadas pelo Porto do Pecém, no Ceará, passarão a ser movimentadas diretamente pelo litoral piauiense. A previsão foi confirmada pelo governador Rafael Fonteles (PT), que anunciou o começo das atividades de importação e exportação ainda neste ano.
Neste primeiro momento, o terminal deve importar fertilizantes marinhos e exportar minério de ferro. Atualmente, o minério extraído na região de Piripiri é transportado até o Ceará para embarque, fluxo que será redirecionado com a entrada em operação do porto piauiense.
De fato, esse tema do Porto ainda gera muita dúvida, mas o fato é que temos avançado e teremos os dois primeiros produtos sendo importados ou exportados pelo terminal neste ano”, destacou o governador.
Segundo Fonteles, a mudança deve reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade da produção local, ao permitir que o estado exporte seus próprios recursos a partir do próprio território.
“O Piauí vai ser um dos únicos estados que têm minérios e exporta essa produção a partir do seu próprio território. Algumas unidades da federação produtoras exportam o minério a partir de portos de outros estados. Vai ser uma vantagem competitiva enorme para o Piauí”, afirmou.
viabilidade do Porto Piauí está diretamente relacionada ao volume de cargas, especialmente com o crescimento das exportações de grãos e minério. “O que viabiliza economicamente um porto, o que fortalece esse projeto”, pontuou.
De acordo com o governo, as obras do porto avançam desde 2023, com etapas estruturantes já concluídas, como a dragagem do canal de navegação, terraplanagem das áreas operacionais e regularização fundiária.
No último ano, também foi finalizado o cais multipropósito, com 150 metros de extensão, projetado inicialmente para atender o Terminal Pesqueiro, além da realização de testes operacionais e logísticos. A expectativa é de ampliação gradual das operações, incluindo a exportação de grãos nos próximos anos.
Com informações: portal ODIA







