
O Hospital Regional Chagas Rodrigues (HRCR), em Piripiri, realizou duas cirurgias inéditas na área de ortopedia, marcando um importante avanço no tratamento de casos complexos e na ampliação do acesso a técnicas modernas e minimamente invasivas para a população da região dos Cocais.
Os procedimentos trataram uma fratura transtrocantérica de fêmur esquerdo, comum em idosos, e uma fratura de escafóide direito, um dos ossos do punho. Ambos os pacientes receberam alta precoce, cerca de 24 horas após as intervenções.
Há quase um ano, o HRCR, gerido pelo Instituto Saúde e Cidadania (Isac), vem ampliando a oferta de procedimentos especializados e fortalecendo a assistência de média e alta complexidade na região. A iniciativa contribui para reduzir o tempo de recuperação dos pacientes e garantir um atendimento cada vez mais eficiente e humanizado.
Estamos em constante aprimoramento, adquirindo equipamentos médicos que ampliam nossa capacidade de realização de procedimentos”, destaca Edilto Franco, diretor-geral do HRCR. “Atualmente, o hospital conta com três salas cirúrgicas, o que contribui para aumentar a capacidade de atendimento e possibilita a realização de procedimentos cada vez mais modernos e resolutivos”, complementa.
O êxito das intervenções também representa um fortalecimento da assistência ortopédica regional, com mais qualidade e resolutividade, além de ampliar o acesso da população do Território dos Cocais a técnicas modernas e seguras, segundo avalia Hersilane Castro, coordenadora do Centro Cirúrgico.
Cirurgias menos invasivas e recuperação mais rápida
No primeiro caso, uma paciente de 63 anos sofreu uma fratura transtrocantérica no fêmur esquerdo após uma queda da própria altura. Segundo o ortopedista Marcus Teixeira, responsável pelos procedimentos, a paciente foi submetida a uma cirurgia utilizando a haste intramedular femoral proximal (PFN), considerada padrão ouro em OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais) para esse tipo de lesão.
“Essa técnica proporciona maior estabilidade, já que a sustentação ocorre por dentro do osso, reduz complicações e garante uma fixação mais firme e menos dolorosa. Por ser minimamente invasiva, também favorece a recuperação funcional precoce e o início mais rápido da fisioterapia”, explica o cirurgião.
Fonte/fotos; ASCOM sesapi







