Iphan renova autorização para pesquisas arqueológicas na Serra da Capivara e Serra das Confusões

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do Centro Nacional de Arqueologia, renovou a autorização para a continuidade das pesquisas no projeto Parques Nacionais Serra da Capivara e Serra das Confusões: referências arqueológicas para a região Sul/Sudeste do Estado do Piauí.

A autorização assegura um prazo de validade de 24 meses para o desenvolvimento de trabalhos arqueológicos na região. As atividades do projeto abrangem diretamente os territórios dos municípios de Coronel José Dias e Guaribas, localizados no Sul do Piauí.
O projeto de pesquisa é coordenado pelas arqueólogas francesa Anne Marie Pessis e a brasileira Gisele Daltrini Felice. As investigações conduzidas por ela nos parques nacionais piauienses contam com o apoio institucional da Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), que é referência na preservação e estudo do patrimônio pré-hstórico piauiense.

De acordo com a portaria, a renovação das licenças de campo e laboratório “fortalece as ações de salvaguarda, mapeamento e catalogação do acervo arqueológico existente nos dois parques nacionais”, que abriam um dos maiores conjuntos de arte rupestre e vestígios da presença humana nas Américas.

A medida foi oficializada através de portaria publicada nesta segunda (20) no Diário Oficial da União.
O projeto
O projeto Parques Nacionais Serra da Capivara e Serra das Confusões: referências arqueológicas para a região Sul/Sudeste do Estado do Piauí tem como foco central contextualizar de forma ambiental, cronológica e cultural os vestígios encontrados nos sítios da região. Segundo a arqueóloga Gisele Daltrini Felice, a pesquisa busca mapear traços de identidade, estratégias de adaptação e transformações ambientais feitas pelas populações humanas em diferentes períodos.

Dentro desse projeto, pesquisadores associados já realizaram mapeamentos georreferenciados se sítios do Período Pleistoceno e análises laboratoriais de sedimentos do sítio arqueológico Toca do Gongo III, em São Raimundo Nonato.

Fonte: portalodia

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