Programa de saúde do Piauí será testado em país africano

A República Democrática de São Tomé e Príncipe, país da África Central, vai implantar em sua rede pública um programa de saúde desenvolvido no Piauí. Trata-se do Piauí Saúde Digital, iniciativa estadual que será adotada como projeto piloto por meio de um acordo de cooperação internacional voltado à saúde pública, inovação e transformação digital. A formalização ocorreu na última terça-feira (2).

O entendimento foi firmado em Lisboa, Portugal, considerada um ponto estratégico de articulação entre países de língua portuguesa. A capital portuguesa tem sediado negociações internacionais na área da saúde e tecnologia, especialmente no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A articulação para a implantação do projeto envolve a Embaixada do Brasil junto à CPLP, a Embaixada da República Democrática de São Tomé e Príncipe, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o Ministério da Saúde do Brasil, a Secretaria da Saúde do Piauí (Sesapi) e o Escritório Internacional da Investe Piauí na Europa, com sede em Lisboa.

Segundo Daniel Martins, diretor comercial da Investe Piauí para Mercados Europeus, a iniciativa consolida um processo de diálogo iniciado no ano passado e marca a internacionalização de uma política pública criada no estado.

“O evento que realizamos no Piauí, com a presença de países de língua portuguesa, conhecendo de perto a realidade do programa Piauí Saúde Digital, torna essa tecnologia agora exportável para São Tomé e Príncipe”, destacou.

As tratativas começaram em novembro de 2024, quando o governador Rafael Fonteles apresentou o Piauí Saúde Digital durante uma reunião do Secretariado Executivo da CPLP, em Lisboa. Na mesma agenda, o programa também foi apresentado durante a Web Summit 2024, ampliando sua exposição internacional como uma solução pública com potencial de adaptação a diferentes realidades.

Com a formalização do acordo, a cooperação entra agora em uma nova etapa, voltada à realização de estudos técnicos e institucionais que devem embasar a implantação do projeto piloto no país africano.

Com informações da Secom

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