A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e Threads, disse que uma “falha técnica global” impactou o total de visualizações de postagens ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas não a distribuição de conteúdo. A manifestação foi apresentada pelo Facebook Brasil ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na segunda-feira (12), em resposta a uma representação da Coligação Brasil Pronto pra Mais.
No documento, a coligação questionou possíveis restrições algorítmicas à distribuição de conteúdos políticos e apontou supostas irregularidades nas plataformas da Meta. Entre os elementos mencionados estão relatos de usuários, publicações nas redes sociais, estudos sobre anúncios políticos e levantamentos sobre perfis que poderiam atuar de maneira coordenada.
Em sua defesa, a empresa afirmou que as acusações não estão acompanhadas de provas técnicas suficientes para demonstrar tratamento desigual entre candidaturas. Segundo a Meta, parte dos estudos citados não foi anexada ao processo, e os levantamentos não apresentariam informações suficientes para reproduzir as análises.
A empresa também argumenta que a coligação não identificou individualmente, por meio de links específicos, todos os perfis, anúncios e conteúdos questionados. Para a defesa, a “ausência desses endereços dificulta a verificação das alegações e poderia levar a medidas contra publicações de terceiros que não são objeto direto da ação.
Em relação às supostas anomalias nas métricas dos vídeos publicados pela campanha de Lula em 7 de outubro de 2026, a Meta afirmou que houve uma falha técnica global, que atingiu criadores de conteúdo em mais de 100 países.
O incidente ocorreu aproximadamente entre 15h50 e 20h49, no horário de Brasília. Durante esse intervalo, as visualizações poderiam aparecer zeradas ou permanecer sem atualização, o que levou usuários a perceberem uma possível redução no alcance das publicações. A empresa afirmou que a falha não interferiu na distribuição dos conteúdos, que continuaram sendo entregues normalmente aos usuários.
“Trata-se, portanto, de falha na exibição da métrica — e não na distribuição do conteúdo —, que atingiu indistintamente o contador de visualizações de Reels no Instagram, sem qualquer vinculação direcionada ao Brasil, à Representante, a candidatos ou a qualquer campo político”, disse.
Regras do TSE sobre recomendação de perfis
No documento, a Meta argumentou ainda que parte da redução de alcance percebida pelas campanhas pode estar relacionada às regras eleitorais, que determinam a não recomendação algorítmica de perfis oficiais de candidatos durante o período de campanha.
Segundo a empresa, a medida é aplicada de forma uniforme aos perfis oficiais informados à Justiça Eleitoral, em cumprimento à Resolução TSE nº 23.610/2019.
A Meta afirmou ainda que está seguindo as orientações do TSE para o segundo turno das eleições de 2026, incluindo a atualização da lista de candidaturas que permanecem na disputa e a retirada dos filtros aplicados aos candidatos que não avançaram para essa etapa.










