Durante seu discurso, o presidente reeleito anunciou alguns temas que terão relevância em seu governo a partir de 2027
Em seu primeiro pronunciamento após a reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que pretende adotar uma nova forma de governar o Brasil. No segundo turno da eleição de 2026, realizada neste domingo (25), Lula obteve mais de 64,2 milhões de votos, alcançando 51,79% dos votos válidos.
“Essa eleição me ensinou muitas lições. Quero dizer que vamos mudar o jeito de governar este país. Vamos fazer o povo participar mais das nossas decisões. Quero dizer que a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande no meu governo”, afirmou Lula, durante discurso em São Paulo.
chinesa e americana. Quero criar uma [inteligência artificial] brasileira”, afirmou.
Saúde
Na saúde, Lula destacou a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e afirmou que pretende investir na modernização da rede pública, com atenção especial ao tratamento de pacientes com câncer.
“Vamos continuar fazendo a revolução do SUS. Estou convencido que o Brasil será o país com o maior percentual de tratamento de câncer do mundo”, declarou.
O presidente também citou os investimentos na construção de um hospital inteligente em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), com financiamento do Banco do Brics. Além disso, anunciou a intenção de implantar Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) inteligentes.
“Vamos ter 15 UTIs inteligentes neste país para não permitir que as pessoas não morram por falta de tratamento por tempo”, afirmou.
Segurança pública
Lula defendeu uma maior participação do governo federal na área da segurança pública. Sem citar diretamente a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, em tramitação no Senado, o presidente argumentou que os estados não conseguem enfrentar sozinhos os problemas do setor.
Segundo ele, a Constituição de 1988 concentrou nos governos estaduais grande parte da responsabilidade pela segurança, e o governo federal deverá atuar para ampliar a proteção da população.
“Agora está provado que os estados não dão conta. Vamos entrar para devolver às mulheres, aos homens e aos trabalhadores a tranquilidade e a paz [de] que eles precisam. Para o povo trabalhador, a gente vai dar proteção. Para o bandido, a gente vai dar prisão”, concluiu.
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